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09.09.2014

Novo tratamento no Brasil: Para o Câncer da Próstata

 Diretor da Clínica de Uro-Oncologia do Brasil – Curitiba.

 
Mestre e Doutor – UFPR – Brasil
 
Doutor em Uro-Oncologia – UHH Düsseldorf – Alemanha
 
Divisão Especial de Uro-Oncologia – HNSG
 
Professor de Urologia – HCV-UP 
 
Membro do Conselho da Federação Mundial de Uro-Oncologia (WUOF).
 
Presidente da Associação Latino-Americana de Uro-Oncologia (UROLA). CRM-PR 13.525. CRM-SP 128.736.
 
Para ver currículo completo, clique em www.hifubrasil.com.br/dir-responsavel
 
* Contato: Rua Mauá, 1111. Centro Cívico. 80030-200 Curitiba – PR
 
Tel.: +55 41 33525911 ou 32521538
 
Marcelo@uro-onco.netou contact@uro-onco.net
 
 www.uro-onco.org / www.hifubrasil.com.br    
 
 INTRODUÇÃO
 
 60.000 novos casos de CÂNCER DA PRÓSTATA são identificados no Brasil, anualmente. O câncer da próstata ocupa, assim, a primeira posição em incidência de tumores não cutâneos do homem.
 
A maioria (75%) dos pacientes com seu diagnóstico novo de CÂNCER DA PRÓSTATA apresenta hoje a classificação de doença localizada de baixo ou médio risco. Isto se deve ao exame de rotina, anual, realizado geralmente acima dos 40-45 anos de idade.
 
 A terapia focal compreende um grupo de tratamentos, do qual o HIFU se constitui na forma mais inteligente e menos agressiva, pois se utiliza de energia “limpa”, acústica, que penetra o tecido alvo sem danificar os adjacentes, sem necessidade de introduzir agulhas ou quaisquer objetos nos órgãos, entregando sua ação de modo a causar o mínimo de conseqüências ao indivíduo, ao mesmo tempo em que elimina o tumor. HIFU (do inglês “High Intensity Focused Ultrasound”) significa ultrassom de alta freqüência e intensidade (vide site www.hifubrasil.com.br).Para entender como funciona, clique sobre ou acesse o site www.hifubrasil.com.br/como-funciona. Assim se pode compreender ainda melhor como seu efeito é produzido.
 
 As terapias mais conhecidas são as chamadas de clássicas: cirurgia radical (aberta ou laparoscópica, por vídeo, com ou sem a robótica) e radioterapia (externa, braquiterapia ou combinadas). Estas formas de terapia determinam impacto significativo, negativo sobre a qualidade de vida (incontinência urinária e incapacidade de ereção) e têm sido dirigidas a doença de mais alto risco. Pela sua agressividade, são consideradas por alguns como “terapias excessivas”, sobretudo quando aplicadas ao baixo risco.
 
 Outra forma de conduzir o problema é apenas observar cuidadosamente, chamado “active surveillance”, conceito muito estudado pelo Presidente da Federação Mundial de Uro-Oncologia, nosso amigo Dr. Laurence Klotz, do Canadá. Neste conceito, a doença de muito baixo risco é inicialmente observada e somente tratada quando apresentar mudanças de características (piora dos fatores analisados, como PSA [antígeno prostático específico] mais alto, maior grau de indiferenciação celular e maior extensão do tumor no órgão). Esta conduta, para seletos casos da doença, produz stress ao paciente (devido ao “não tratamento”, à repetição eventual de exames como biópsia e à possibilidade de progressão da doença, inclusive com riscos de disseminação da mesma em outros locais do corpo, tecnicamente conhecido como metástase).
 
 No sentido de atualizar os conhecimentos e trocar experiências sobre tratamento focal estamos trazendo o Prof. Mark Emberton (Colégio Real dos Cirurgiões, de Londres) ao Brasil, em novembro deste ano, para o evento bianual da UROLA, desta vez organizado em conjunto com a USP, UNICAMP e UNESP. Mark, que atende o convite da UROLA (Assoc. Latinoamericana de Uro-Oncologia, vide sites www.uro-onco.org e http://rvmais.com.br/simposio-urooncologia/mensagem-presidente/), um dos maiores estudiosos sobre terapia focal, no mundo, nos apresentará seus pontos de vista e atualização completa nesta área, tão importante para a medicina. Ao comparar com o nosso esporte preferido, Mark é para nós como Tiger Woods é para o golfe. Suas ponderações serão analisadas e discutidas com os organizadores e com o Prof. Rolf Ackermann, de Düsseldorf.
 
 Este texto tem por objetivo esclarecer o leitor sobre o HIFU e como esta modalidade terapêutica permite alcançar bons resultados com menos efeitos colaterais. HIFU se situa exatamente entre a lentidão do acompanhamento ativo e o excesso dos tratamentos radicais, considerando o que é mais importante da medicina: tratar bem os nossos pacientes, com mínima agressão e controle oncológico adequado.
 
 HIFU EM FOCO
 
O Hospital Nossa Senhora das Graças (Curitiba) foi o primeiro do Brasil a usar a tecnologia robótica HIFU com o equipamento Sonablate®500 (fig. 1) para o tratamento do CÂNCER DA PRÓSTATA, técnica menos invasiva, com maior precisão.(1) Também foi o pioneiro no emprego de HIFU em geral, no Brasil. Hoje contamos com mais de 70 pacientes tratados com segurança e mais de 3,5 anos de experiência, a mais longa do nosso país.
 
 A ultrassonografia de alta intensidade focada (HIFU), principal forma de terapia focal (TF), pode ser aplicada em toda a glândula ou somente em parte(s) dela. HIFU é a única terapia focal efetivamente não invasiva (sem invasão tecidual com p.ex. agulhas). Ela representa a opção equilibrada, situada exatamente entre observação (AS) e os tratamentos radicais (diapositivo 1).
 
 CONCLUSÕES
 
A matéria aqui apresentada sugere o afastamento de ingenuidades decorrentes do modo clássico de formar opinião, o qual se baseia na linguagem figurativa dos anos 90. O amplo e fácil acesso à literatura permite hoje a atualização do médico e dos pacientes, sem interferência negativa de recomendações pessoais infundadas. 
 
As terapias clássicas (PR e RT) seguem apresentando seu papel. Em nosso serviço, de acordo com o quadro clínico, continuamos a indicar e realizar cirurgias para o tratamento do câncer da próstata. 
 
 A TERAPIA FOCAL se apresenta, no entanto, como nova possibilidade terapêutica frente ao CÂNCER DA PRÓSTATA. Aqui nos referimos em especial ao HIFU, devido à segurança e à boa exeqüibilidade do método, além de ser, de fato, não invasivo.
 
HIFU é tratamento potencialmente efetivo para o câncer da próstata primário e localizado, com baixa taxa de mortalidade câncer específica e um alto índice de sobrevida livre de metástases aos 10 anos.
 
Tumores localmente recidivados após RT, BT e/ou PR (neste último caso se a recidiva pode ser visualizada) podem também ser tratados com HIFU. Esta indicação já encontra, inclusive, respaldo em consensos urológicos nacionais (como na Alemanha).
 
Além dos estudos citados acima, concluindo pela eficácia e pela indicação do tratamento, resta claro que o tratamento HIFU completo ou TFC não é experimental na medicina, mas rotineiro onde ela é mais avançada.
 
Nosso centro está disponível para esclarecer os questionamentos de colegas urologistas, oncologistas e radioterapeutas que queiram aplicar, auxiliar ou apenas acompanhar seus pacientes, durante ou após o tratamento com HIFU.
 
Devido à melhora da capacidade de localizarmos precisamente os focos tumorais podemos selecionar melhor os pacientes com CÂNCER DA PRÓSTATA, candidatos à TF. De acordo com as condições de risco deste câncer e das doenças associadas de um determinado paciente, bem como ao se respeitar as preferências dos mesmos, estamos realizando TRATAMENTOS FOCAIS COM HIFU, SOB MEDIDA(3), com resultados muito encorajadores e que repetem aqueles encontrados na literatura mundial.
 
 REFERÊNCIAS
 
Vide texto completo – pode ser solicitado ao autor
 
 LISTA DE ABREVIATURAS
 
AS – “Active Surveillance” ou acompanhamento ativo (observação)
 
BT – Braquiterapia (radioterapia no tecido)
 
CT – Crioterapia
 
DE – Disfunção erétil (dificuldade de ereção)
 
 
 
HIFU – (do inglês “High Intensity Focused Ultrasound”) Ultrassom de alta freqüência e intensidade
 
PR – Prostatectomia radical (cirurgia)
 
PSA – Antígeno prostático específico 
 
QV – Qualidade de vida
 
RNM-MP – Ressonância nuclear magnética, multiparamétrica
 
RT – Radioterapia externa
 
RTU-P – Ressecção transuretral da próstata
 
TCM – (do inglês tissue changing monitoring) Monitorização da mudança tecidual
 
TF – Terapia focal
 
TFC – Terapia focal completa
 
TFP – Terapia focal parcial
 
TFS – Terapia focal de salvamento
 
UROLA – Associação Latinoamericana de Uro-Oncologia
 
US – Ultrassom
 
Endereço para correspondência:
 
Prof. Dr. Marcelo L. Bendhack
 
Diretor Técnico Médico – Clínica de Uro-Oncologia do Brasil
 
Rua Mauá, 1.111 – CEP 80030-200 – Curitiba – PR.
 
Tel.: + 41 33525911 – Fax: + 41 30145711.
 
E-mail: Marcelo@uro-onco.net
 
Home: www.hifubrasil.com.br

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