Por Henrique Fruet
Dá para afirmar sem medo que o golfe é um excelente investimento para a saúde, algo cientificamente comprovado. Isso é o que diz um estudo do Karolinska Institutet, importante centro de pesquisas de Estocolmo, capital da Suécia – a mesma entidade que escolhe anualmente os laureados pelo Nobel de Medicina.
O estudo já tem cerca de três anos, mas vale a pena falar dele, ainda mais no site da ABGS, cujos membros são prova viva dos benefícios que o golfe traz para a saúde.
Segundo os pesquisadores, a taxa de mortalidade dos golfistas é cerca de 40% menor do que a registrada por pessoas do mesmo sexo, idade e status socioeconômico que não praticam o esporte. Segundo o estudo, os golfistas ganham um acréscimo de pelo menos cinco anos na expectativa de vida.
Para chegar a essas conclusões, foram pesquisados dados de 300 mil golfistas suecos. O estudo Golf – a Game of Life and Death – Reduced Mortality in Swedish Golf Players (Golfe – um Jogo de Vida e Morte – Mortalidade Reduzida em Golfistas Suecos) foi publicado no Scandinaviam Journal of Medicine & Science in Sports.
A pesquisa não investigou se outros fatores além do jogo, como um estilo de vida saudável, também estão por trás da menor taxa de mortalidade observada entre os golfistas. Os pesquisadores, entretanto, acreditam que é o golfe mesmo que tem um impacto significativo na saúde.
“Uma partida de golfe significa estar ao ar livre por um período que oscila entre quatro e cinco horas, caminhando num ritmo rápido por cerca de 6 e 7 quilômetros. Todos sabem que isso é mesmo bom para a saúde”, considerou Anders Ahlbom, um dos responsáveis pelo estudo. “Outra vantagem do golfe é que as pessoas praticam o esporte até a velhice”, completou.